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Em 2019 Vieira e Cabecinha foram os melhores portugueses em Rio Maior

João Vieira e Ana Cabecinha foram os melhores portugueses no Grande Prémio de Rio Maior em marcha atlética, que teve como vencedores a chinesa Shenjie Qieyang e o colombiano Eider Arevalo.

A prova ficou marcada por algum frio e muito vento, que desde logo levou os atletas a competirem em ritmos bem mais baixos, levando a que as marcas ficassem num plano secundário, ao invés das classificações, com os primeiros a somarem pontos para o 'Challenge' da IAAF.
 
Os candidatos ao triunfo mantiveram-se no grupo da frente, deixando 'fugir' apenas o equatoriano Daniel Pintado, que acabou por terminar depois de uma suspensão de dois minutos por excesso de faltas. E tudo se decidiu na última volta, quando o colombiano Eider Arevalo 'fugiu' para um terceiro triunfo, em 1:21.16 horas (a sua melhor marca deste ano), deixando para trás o vencedor de 2018, o espanhol Diego Garcia (1:21.27), enquanto o terceiro classificado foi o japonês Eiki Takahashi, que tinha a melhor marca de 2019 entre todos os participantes (1:18.00), e que agora fez 1:21.41.
 
Integrando o grupo da frente até à última volta, João Vieira, o melhor marchador português de sempre, voltou a mostrar os seus créditos, terminando os 20 km com marca de qualificação para os Campeonatos do Mundo, em Doha, com 1:22.06.
 
Tendo já marcas nas duas distâncias para os Mundiais, João Vieira ficará à espera da decisão da Federação Portuguesa de Atletismo nessa ocasião, adiantando agora que o seu foco passa pela prova de 50 km na Taça da Europa de Marcha, que se realiza em Alytus, na Lituânia em maio.
 
Em femininos, domínio completo da chinesa Shenjie Qieyang. A vice-campeã olímpica adiantou-se logo após a primeira volta para repetir os triunfos de 2016 e 2018, terminando em 1:29.01 horas, meio minuto menos do que a segunda classificada, a surpreendente ucraniana Inna Kashyna. Sandra Arenas, da Colômbia, segunda em 2018, teve que se contentar agora com o terceiro lugar.
 
Ana Cabecinha foi a melhor portuguesa, fechando no oitavo lugar, mas em grandes dificuldades físicas, com uma marca pouco habitual.
 
Mais para trás, em 12.º lugar, com lágrimas na face, Inês Henriques foi a segunda melhor portuguesa, numa prova de grande sacrifício para quem regressou à competição após longos meses de paragem.
 
"Foi uma prova muito difícil, pois ressenti-me um pouco dos muitos quilómetros que fiz na preparação, e a última semana quase não consegui treinar e ponderámos não competir. Mas estava na minha terra, com a minha gente, puxavam por mim e não conseguia desistir. Se não fosse em Rio Maior não o faria", disse a atleta, que agora pretende recuperar bem, pois, na segunda-feira, vai para estágio em altitude para continuar o seu trabalho.
 
 
Fonte: LUSA

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